por paulo eneas
Nos primeiros anos da década de 2030 começou-se a observar de modo mais acentuado o declínio da população mundial, principalmente nos países mais pobres, conforme o planejado e implementado pelas medidas de natureza sanitária e de restrições alimentares decorrentes das leis climáticas internacionais, que tiveram como efeito líquido a redução na fertilidade humana.

No dia 30 de janeiro de 2033, a Organização das Nações Unidas, por intermédio da OMS então reformulada, determinou aos estados membros o confisco de todos os bens e propriedades de seus cidadãos não vacinados. O anúncio da medida foi precedido de algumas consultas junto aos estados membros mais importantes para contornar eventuais entraves jurídicos.

Mas estes possíveis entraves já haviam sido todos removidos, pois a quase totalidade dos países-membros haviam modificado suas respectivas constituições introduzindo cláusulas que determinavam a prevalência de resoluções e decisões da ONU e seus organismos quando em conflito com o que dizia cada uma de suas constituições.

Um eficiente e poderoso trabalho de lobby que vinha sendo feito já desde o início do século levou cada estado membro a abrir mão de sua soberania por meio da submissão de suas normas jurídicas à resoluções da ONU e suas agências, o que possibilitou que medidas como confisco de bens, antes impensáveis nas democracias liberais do Ocidente como os Estados Unidos e Europa, fossem implementadas sem maiores dificuldades.

No final da década de 2020 a Organização Mundial de Saúde foi reformulada, logo após o segundo ciclo epidêmico da década, e seu conselho diretivo passou a contar com onze integrantes, sendo sete deles representantes de cada um dos maiores laboratórios farmacêuticos do mundo. A China, os Estado Unidos por meio da FDA e a Agência de Saúde da União Europeia, passaram a ter assentos permanentes no conselho.

O cargo de diretor-geral da OMS passou a ser exercido por um chairman com larga experiência como CEO de alguma outra grande corporação internacional do setor farmacêutico, da indústria petrolífera ou mesmo de alguma grande corporação de mídia convencional ou da internet. De 2024 a 2028 o cargo foi exercido por um ex-CEO internacional do Twitter.

A entidade também promoveu uma mudança radical na sua estratégia de comunicação e relações públicas e institucionais. Os tempos das entrevistas e conferências sonolentas do antigo diretor-geral Tedros Adhanom ficaram para trás.

A entidade havia criado um eficiente departamento de comunicação e marketing institucional, que passou a ser municiado com centenas de milhões de dólares anuais em verbas para publicidade institucional. Com esta reformulação, a OMS passou a ser um dos anunciantes mais cobiçados de toda a mídia internacional.

Campanhas “de saúde” tecnicamente bem formuladas passaram a ser veiculadas nas principais mídias do mundo, sob o patrocínio da entidade. A determinação do confisco de bens das pessoas não vacinadas foi precedida de uma campanha ostensiva de segregação destas pessoas: as peças publicitárias induziam o público a não fazer negócios, não dar emprego e não comprar de empresas pertencentes a pessoas não vacinadas.

A campanha também propagou a ideia de que os cidadãos teriam o “direito” de exigir que fossem atendidos no serviço público somente por funcionários vacinados. Em meados da década de 2020 a entidade já havia determinado aos países membros o banimento de não vacinados de seus respectivos serviços públicos. A determinação foi prontamente acatada.

A decretação da “morte social” dos não vacinados havia preparado o terreno no imaginário e na moralidade artificialmente modificada da população de cada país, de modo que o confisco dos bens tornou-se o passo seguinte esperado que foi aceito sem maiores questionamentos.

A etapa seguinte ao confisco de bens dos não vacinados seria a segregação física destas pessoas, por meio de campos de confinamento, medida que já estava sendo preparada pela OMS e que veio a ser implementada dois anos depois. (este texto é uma criação literária ficcional)


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