Manifestações desta escala não têm ocorrido no Brasil por que parte expressiva da direita abandonou as pautas em defesa da liberdade e dos direitos fundamentais


por angelica ca e paulo eneas
Manifestações contra as medidas draconianas contra as liberdades individuais impostas por governantes europeus a pretexto de combate à pandemia do coronavírus eclodiram mais uma vez em várias cidades da Europa neste fim de semana. Uma das manifestações mais expressivas ocorreu na noite de sexta-feira (03/12) em frente à residência da ministra da saúde alemã Petra Köpping.

Alguns dos manifestantes carregavam tochas acesas, além de grandes cartazes para protestar contra as medidas que estão sendo tomadas na Alemanha a pretexto da pandemia. Os manifestantes protestavam também contra a vacinação obrigatória de toda a população que poderá ser introduzida no país no ano que vem.

O governo alemão adotou na semana passada um lockdown nacional aplicável somente aos não vacinados, que serão obrigado a permanecer trancados em suas casas à força força, estando autorizados a saírem de suas residências apenas para trabalhar ou fazer compras.

Vários protestos também ocorreram no sábado (04/12) em Frankfurt e Berlim, onde as manifestações foram reprimidas com violência pela polícia alemã. Segundo a agência de notícias Reuters, os policiais alemães usaram de spray de pimenta e cassetetes para separar os manifestantes por não estarem cumprindo as regras de distanciamento social e uso de máscaras.

Por sua vez, na capital austríaca, Viena, mais de 40.000 manifestantes protestaram no sábado contra o bloqueio que foi imposto pelo governo.  Os manifestantes carregavam cartazes com os dizeres: “Eu decidirei por mim mesmo”, “Fazer a Áustria Grande Novamente” e “Novas Eleições”.

Na Holanda, milhares de pessoas na cidade de Utrecht também protestaram contra as medidas de bloqueio noturno impostas pelo governo holandês, e que incluem o fechamento da maioria das lojas, bares e restaurantes, segundo informou a agência de notícias Reuters.

Em Bruxelas, capital belga e sede do governo da União Europeia, milhares de pessoas marcharam no domingo (05/12), para protestar contra as restrições mais rígidas determinadas pelo governo.

Entoando palavras de ordem clamando por “Liberdade! Liberdade!”, as pessoas marcharam para a sede da União Europeia carregando cartazes com os dizeres “fascismo” estampados com estrelas amarelas, em referência às etiquetas de identificação que os judeus eram forçados a usar na Europa ocupada pelos nazistas nos anos trinta do século passado.

As medidas mais recentes adotadas pelo governo belga incluem a obrigatoriedade do uso de máscara para crianças com mais de seis anos de idade e o fechamento de jardins de infância e escolas primárias a partir de 20 de dezembro. Eventos externos só serão permitidos com no máximo duzentas pessoas.

Vários manifestantes, incluindo alguns acompanhados por crianças, carregavam cartazes com slogans dizendo “nossos filhos não serão suas cobaias”.

Os protestos pela liberdade em toda a Europa perduram há 21 semanas consecutivas e estão entre as maiores e mais duradouras manifestações da história europeia. Enquanto isso, no Brasil, as poucas manifestações em defesa da liberdade que ocorreram até agora foram completamente esvaziadas.

A ausência de manifestações desse tipo no Brasil, país que nos últimos anos assistiu milhões de pessoas irem às ruas em protestos contra a corrupção, contra a esquerda e em favor do atual governo, deve-se em grande parte ao abandono por parte da direita das pautas em defesa da liberdade e dos direitos fundamentais.

Abaixo, seguem-se vídeos de manifestações em várias cidades europeias neste fim de semana. Fonte: Daily Mail | The Hill | OANN | Agência Reuters. Abaixo






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