por angelica ca e paulo eneas
O governador tucano de São Paulo, João Doria, afirmou nesta terça-feira (28/12) que o Estado irá iniciar a vacinação contra o coronavírus de crianças de 5 a 11 anos de idade no início de janeiro de 2022. João Doria foi enfático ao afirmar, no anúncio da decisão, que esta vacinação será feita “com ou sem autorização do Ministério da Saúde”, em uma clara demonstração de afronta e desafio à autoridade nacional de saúde.

O governador tucano, que há dois anos usa da pandemia para promover embate político contra o Governo Bolsonaro, afirmou também que está “articulando” junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a aprovação emergencial da vacina chinesa Coronavac para vacinação de crianças nesta faixa etária. Até o momento, a vacina da Pfizer é a única que está autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a aplicação em crianças.

Ao afirmar que está “articulando” junto à Anvisa, o tucano dá a entender que a agência estaria susceptível a pressões políticas nas suas decisões que, em tese, deveriam ser de natureza exclusivamente técnicas. Na semana passada, o tucano ainda informou que solicitou a compra direta de vacinas junto à Farmacêutica Pfizer e acionou o Supremo Tribunal Federal para liberar o início imediato da aplicação destes produtos em crianças.

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo informou na última sexta-feira (24/12) que o Estado não exigirá prescrição médica para vacinar crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19, ignorando assim recomendação do Ministério da Saúde divulgada no dia anterior. A pasta recomenda não apenas a prescrição médica como o consentimento por escrito dos  pais da criança.

A atitude claramente de confronto, motivado por razões eleitorais, do governador tucano, reforça o entendimento que temos manifestado há mais de um ano sobre a necessidade imperativa de se restabelecer a autoridade nacional de saúde, que sempre existiu, concomitantemente ao restabelecimento da autoridade institucional do Chefe de Governo, em particular no que diz respeito a assuntos da pandemia. Fonte:  Revista Veja | Pleno News.


Não Deixe o Crítica Nacional Acabar!

Crítica Nacional precisa e muito do apoio de seus leitores para continuar. Dependemos unicamente do financiamento do nosso público leitor, por meio de doações e assinaturas de apoio, para tocar adiante nosso projeto.

Crítica Nacional é hoje um dos poucos veículos da chamada imprensa independente que mantém-se fiel ao compromisso com a verdade dos fatos e a defesa de valores conservadores. Dentre os demais, muitos renderam-se ao chapa-branquismo desbravado, lançando mão até mesmo da divulgação de conteúdos falsos ou enganosos para esse intento. Esse tipo de conduta você jamais irá ver no Crítica Nacional.

Estamos nesse momento apelando encarecidamente ao nosso público para que contribua conosco. Você poderá fazer esta contribuição acessando este link aqui, onde terá a opção de fazer uma assinatura de apoio a um valor mensal irrisório e bastante acessível, e poderá também fazer uma doação no valor que desejar.

Muito obrigado.


 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE