por angelica ca e paulo eneas
O governo tucano do Estado de São Paulo anunciou nesta segunda-feira (27/12) que começou a produzir 4.5 milhões de carteiras de vacinação contra a covid-19 para crianças de 5 a 11 anos. No momento do anúncio, cerca de 800 mil destas carteiras de vacinação destinadas exclusivamente ao público infantil já haviam sido impressas.

O Ministério da Saúde havia informado em nota divulgada também na segunda-feira que a vacinação para crianças desta faixa etária poderá começar em janeiro. A pasta informa ser “favorável” à inclusão de crianças de 5 a 11 anos Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, e formalizará esta decisão no próximo dia 5 de janeiro.

O anúncio da produção das carteiras de vacinação infantil foi feito concomitantemente ao comunicado do Ministério da Saúde. Por sua vez, o ministro Marcelo Queiroga afirmou que aguarda o fim da consulta pública aberta na semana passada para começar a vacinar crianças a partir dos 5 anos de idade contra a Covid-19.

O anúncio da decisão do Ministério da Saúde de iniciar a vacinação de crianças contra a Covid-19 já em janeiro suscitou questionamentos do público quanto à finalidade e propósito da consulta pública em andamento, uma vez que a decisão já está tomada.

A carteira de vacinação infantil sinaliza a possível adoção na prática do passaporte sanitário escolar, que poderá ser exigido para que as crianças tenham acesso a escola. Já havíamos antecipado esta possibilidade no artigo Obra do Ministro da Vacinação Marcelo Queiroga: Passaporte Vacinal Escolar Implantado no Estado do Espírito Santo, publicado em setembro deste ano.

A possível adoção do passaporte sanitário escolar representaria a imposição da vacinação obrigatória contra o coronavírus para o público infanto-juvenil. Se for adotada, esta medida estaria amparada na Lei 13979, que em seu Art. 3o prevê a vacinação compulsória a ser determinada por governantes locais.

As medidas adotados tanto pelo governo tucano paulista quanto pelo Ministério da Saúde relativas à vacinação de crianças contra o coronavírus estão sendo encaminhadas de modo açodado, ignorando as dúvidas e preocupações de inúmeras famílias a respeito das implicações desta vacinação em seus filhos.  Fonte: Poder 360 | Portal G1 | Portal R7.


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