angelica ca e paulo eneas
O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu na quarta-feira (19/01) que o assassinato de bebês no ventre materno (aborto) e a defesa do meio ambiente sejam acrescentados à Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, à medida que seu país assume a presidência rotativa do bloco.

A França assumiu em janeiro deste ano a a presidência do Conselho da União Europeia depois de uma década e meia. Falando aos membros do Parlamento Europeu em Estrasburgo, França, Macron disse que a declaração de direitos, ratificada em 2000, precisa ser revista. O presidente francês alegou que proteger aquilo que ele chama de “direito de abortar um feto” constitui-se em um “valor forte” que a Europa deveria lutar para defender.

“Vinte anos após a proclamação da nossa Carta dos Direitos Fundamentais, que consagrou, entre outras coisas, a abolição da pena de morte em toda a União, espero que possamos atualizá-la, em particular, para ser mais explícitos sobre a proteção do meio ambiente ou o reconhecimento do direito ao aborto”, disse Macron.

No discurso, Emmanuel Macron observou que a Carta do Direitos Fundamentais da União Europeia “consagrou a abolição da pena de morte em toda a União” e estabeleceu que “toda pessoa tem direito à vida”. Observe-se a naturalidade e o cinismo com que Macron fala numa mesma frase e direito à vida e a liberdade de matar bebês indefesos.

A defesa que o presidente francês faz do assassinato de bebês ocorre no momento em que a nova presidente do Parlamento Europeu eleita na última terça-feira (18/Jan), Roberta Metsola, declara seu posicionamento pró-vida. Roberta Metsola representa Malta, um dos poucos países da Europa que protege o direito à vida dos bebês desde a concepção e que proíbe o aborto.

A atual legislação francesa permite o aborto no segundo e terceiro trimestres da gravidez se  dois médicos atestarem que a medida é necessária salvar a vida da mãe, para evitar danos graves e permanentes à sua saúde, ou se a criança tiver uma doença grave e incurável.

O Parlamento Europeu aprovou em junho de 2021 uma moção, conhecida como Relatório Matić, que define o aborto como “cuidado essencial de saúde” e considera a objeção de consciência por parte de instituições de saúde que não queiram fazer abortos como “negação de cuidados médicos”. O relatório também declara que violações dos “direitos de saúde sexual e reprodutiva” devem ser considerados uma “forma de violência contra mulheres e meninas”.

A maioria dos vinte e sete estados membros da União Europeia permite o assassinato de bebês no ventre materno. As exceções são Malta e Polônia, que têm fortes leis pró-vida. Fonte: ACI Digital | Life News | The Local FR.


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