por paulo eneas
O Presidente Jair Bolsonaro desembarcou nesta quinta-feira (17/fev) na Hungria naquela que é a primeira visita oficial de um Chefe de Estado Brasileiro à nação magiar. O presidente do Brasil foi recebido com honras militares em Budapeste pelo presidente húngaro, János Áder. Jair Bolsonaro chegou à Hungria após sua visita oficial à Rússia.

O momento principal da viagem foi o encontro do presidente brasileiro com o chefe de governo húngaro, o premier Viktor Orbán, que esteve presente na posse de Jair Bolsonaro em janeiro de 2019. O premir húngaro é um dos principais líderes da direita do velho continente e um opositor ferrenho das políticas esquerdistas identitárias e globalistas da União Europeia.

O governo de Viktor Orbán tem adotado ao longo dos últimos anos políticas visando a proteção de crianças e adolescentes contra conteúdo sexual adulto, a defesa e valorização concreta da família por meio de incentivo estatal, combate à imigração ilegal em massa e a defesa da soberania nacional.

Estas políticas governamentais de viés conservador estão todas na contramão das diretrizes esquerdistas da União Europeia, razão pela qual Viktor Orbán é tratado quase como um pária pelos governantes europeus ocidentais e pela grande imprensa do velho continente.

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O significado da visita do presidente brasileiro e a estratégia do premier húngaro

A visita do Presidente Bolsonaro à Hungria ocorre dentro de um desenho de estratégia de diplomacia distinto daquele concebido pela política externa brasileira que prevaleceu desde o início do governo até a saída do ex-chanceler Ernesto Araújo.

O projeto inicial concebido pela diretriz anterior da chancelaria brasileira consistia em uma visita do Presidente do Brasil à Hungria, à Polônia e em seguida à Ucrânia no primeiro semestre de 2020. A visita oficial à Rússia e o encontro com Vladimir Putin ficariam circunscritos ao âmbito da reunião do BRICS em São Petersburgo no mesmo período.

Obviamente este desenho não previa, quando da sua elaboração, o ambiente da pandemia, que levou ao cancelamento do encontro presencial do BRICS daquele ano, nem a iminência de uma agressão militar da Rússia à Ucrânia.

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A nova diretriz imposta à política externa brasileira depois que ela passou a ser chefiada por um nome de confiança da senadora Katia Abreu (PP-TO) excluiu a Polônia e a Ucrânia do roteiro da viagem internacional do presidente, e tornou a visita à Rússia o objetivo principal, fazendo da visita à Hungria uma “passagem” secundária, que não incomoda os russos.

A visita de Bolsonaro à Hungria não incomoda os russos por que Viktor Orbán tem na Russia seu aliado tático no enfrentamento à agenda globalista identitária da União Europeia, uma vez que os húngaros não podem contar com os Estados Unidos para esta finalidade, além do fato de Vladimir Putin não representar uma ameaça material imediata, ao menos por ora, à própria Hungria.

Por sua vez, a Polônia sempre vive sob a ameaça real permanente do expansionismo eurasiano russo e, não podendo igualmente confiar na União Europeia, procura manter relações mais próximas com os Estados Unidos.

A Ucrânia, por seu turno, tem sua própria existência como nação independente e sua integridade territorial ameaçadas pela Rússia, e permanece entregue à própria sorte, como ficou evidenciado pela invasão e anexação da Crimeia pela russos em 2014 ante o silêncio e a conivência complacente do então governo de Barack Obama e de toda a União Europeia.

É dentro deste cenário geopolítico europeu, marcado pelo confronto de valores civilizacionais envolvendo liberdade e soberanias nacionais, que a visita do Presidente Bolsonaro ocorreu: como uma concessão, dentro de um pano de fundo mais amplo de viés russófono no que tange ao Leste Europeu, da nova política externa brasileira. Crédito da foto: perfil oficial do Governo do Brasil no Twitter.

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