por paulo eneas
A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou nesta quarta-feira (02/fev) uma Resolução não vinculativa condenando a invasão russa à Ucrânia e exigindo que Vladimir Putin retire suas forças militares do território ucraniano invadido. Foram 141 votos favoráveis à resolução condenatória.

O Brasil e Israel estão entre os países que votaram a favor da resolução. Cinco países votaram contra a resolução: Rússia, Coreia do Norte, Síria, Bielorrússia e Eritreia, e outros 35 optaram pela abstenção, entre eles China, Irã, Índia, Iraque, Paquistão e África do Sul.

O Brasil adotou o posicionamento correto, que o Crítica Nacional vem defendendo, de condenar a invasão russa da Ucrânia com base nos princípios e valores de natureza civilizacional que devem guiar nossa política externa, e que incluem o princípio da não agressão e da defesa das soberanias nacionais.

Entendemos que a neutralidade diante de um conflito bélico não pode ser confundida com indiferença. O Brasil deve manter-se neutro no sentido de não envolver-se militarmente no conflito, e ao mesmo tempo tomar todas as medidas no âmbito da diplomacia para fazer cessar a agressão.

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Conforme apontamos no artigo A Guerra na Ucrânia & A Construção Fracassada da Neutralidade Brasileira publicado esta semana, o Brasil vem fracassando na construção de sua neutralidade por conta de posicionamentos contraditórios de sua diplomacia em distintos fóruns internacionais.

Esta contradição ficou flagrante no caso da não adesão do Brasil à resolução de condenação da invasão russa apresentada pela Organização dos Estados Americanos na semana passada. O País foi acompanhado pelos governos do Foro de São Paulo no continente na não condenação da agressão russa.

As recentes declarações inapropriadas do Presidente da República em relação ao presidente ucraniano e ao próprio povo da Ucrânia, e a afirmação sem nexo de que o ditador Vladimir Putin seria um “conservador”, também têm servido para colocar em dúvida ante a opinião pública internacional a neutralidade brasileira.

O posicionamento correto adotado pelo Brasil na resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas vem num momento importante, e pode ajudar a dissipar os questionamentos existentes a respeito da efetividade da neutralidade brasileira, que até o momento não foi construída de modo convincente.

A Resolução da Assembleia Geral da ONU condena a ofensiva russa no território ucraniano e exige que da Rússia retire imediata, completa e incondicionalmente todas as suas forças militares do solo da Ucrânia, reafirmando que nenhuma retomada de território por ameaça ou uso da força deve ser legitimada.

O documento também expressa “grave preocupação com relatos de ataques a instalações civis, como residências, escolas e hospitais, e de vítimas civis, incluindo mulheres, idosos, pessoas com deficiência e crianças”.

A Resolução também condena a decisão da Rússia de aumentar suas forças nucleares e faz o apelo protocolar para resolução pacífica do conflito por meio diálogo político. É evidente que este aspecto protocolar da resolução está descolado da realidade, uma vez que pressupõe que possa haver diálogo entre agressor e agredido. Colaboração Angelica Ca. Fonte: Times Of India | Israel Noticias.

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