por paulo eneas
O ministro das Relações Exteriores Rússia, Sergey Viktorovich Lavrov, convocou nesta segunda-feira (21/mar) o embaixador dos Estados Unidos em Moscou, John Sullivan, para protestar contra declarações recentes do presidente norte-americano Joe Biden, que chamou Vladimir Putin de criminoso de guerra e de ditador assassino por conta da invasão russa da Ucrânia.

Sergei Lavrov afirmou em uma declaração formal que “tais declarações feitas pelo presidente americano, que não são próprias de um estadista de alto escalão, colocaram as relações Rússia entre Estados Unido à beira de uma ruptura”. As declarações de Joe Biden foram feitas em entrevista em 16 de março.

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, procurou logo em seguida amenizar as declarações de Biden, dizendo tratar-se de declarações emocionais diante das cenas de violência da invasão russa de um país estrangeiro. Relatos da imprensa ocidental falam em diversos alvos civis atingidos pelos militares russos, como escolas, hospitais, residências e outros.

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Não há como confirmar a autenticidade da maioria destes relatos, em vista da guerra de narrativas e de desinformação que é praticada por ambos os lados do conflito. A Rússia tem negado sistematicamente qualquer ataque a alvos civis na Ucrânia.

O Kremlin não anunciou o rompimento formal de relações diplomáticas entre Rússia e Estados Unidos, mas colocou esta opção no cenário dos possíveis desdobramentos da guerra de invasão, que a Rússia chama eufemisticamente de “operação especial” na Ucrânia.

O eventual rompimento unilateral por parte da Rússia das relações diplomáticas formais entre os dois países sinalizará um escalamento do conflito para muito além das fronteiras ucranianas, colocando novamente as duas superpotências num grau de tensão que remonta ao período da Guerra Fria. Fonte: The Independent | Radio Free Europe / Radio Liberty.

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