por paulo eneas
O ministro da Educação, Milton Ribeiro, pediu exoneração do cargo nesta segunda-feira (28/03). O pedido foi aceito pelo Presidente da República. A saída do agora ex-ministro ocorre em meio à repercussão de um áudio vazado na semana passada revelando uma conversa de Milton Ribeiro com um pastor evangélico a respeito dos critérios de distribuição de verbas públicas federais. Em seu lugar assume Victor Godoy, atual secretário-executivo do Ministério da Educação.

Milton Ribeiro ficou vinte meses à frente do MEC após a saída de Abraham Weintraub, que havia deixado o Ministério da Educação em junho de 2020 em meio a uma operação política coordenada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, com o objetivo de apaziguar as relações entre o Executivo e o Judiciário. O próprio ministro da Economia assumiu publicamente ter articulado a saída de Weintraub.

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Os vinte meses de Milton Ribeiro à frente do MEC foram marcados por uma gestão apagada e sem entrega de resultados com o impacto necessário para uma pasta com a relevância como a da Educação em um governo que pretende combater a esquerda.

Poupado pela grande imprensa em todo esse tempo, e sem qualquer preparo para a guerra política-ideológica, quase todas às vezes que Milton Ribeiro fez declarações públicas sobre temas de guerra cultural ligados à sua pasta, ele precisou vir a público em seguida para pedir desculpas, por conta de seu despreparo para tratar destes temas.

Milton Ribeiro procurou sempre, em sua gestão, agradar e apaziguar os setores e grupos de interesses que foram confrontados na gestão de Abraham Weintraub, grupos estes que têm em figuras como a ONG Todos Pela Educação ou a deputada federal esquerdista Tábata Amaral, com quem o ex-ministro fez questão de posar para fotos em seu gabinete, seus principais porta-vozes.

A saída de Milton Ribeiro do MEC resolve um problema político imediato do Presidente Bolsonaro e dá ao Chefe de Governo a oportunidade de colocar na chefia da pasta um nome que esteja à altura dos compromissos assumidos na campanha de 2018 na educação, especialmente no que diz respeito ao combate à instrumentalização ideológica em sala de aula e o enfrentamento aos grupos de interesses monopolistas que atuam na área.

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