por paulo eneas
Durante a Convenção Nacional do Partido Liberal (PL) realizada neste domingo (27/mar) em Brasília (DF), foi feito o lançamento simbólico, não oficial, da candidatura do Presidente Bolsonaro à reeleição nas disputa presidencial deste ano. O presidente discursou no evento ao lado, entre outros, de Valdemar da Costa Neto e de Fernando Collor de Mello, dois expoentes do establishment político fisiológico que o então candidato Jair Bolsonaro prometia combater nas eleições de 2018.

Em seu discurso, o Presidente Bolsonaro falou das realizações de seu governo e afirmou em dado trecho que “nosso inimigo não é externo, é interno, não é luta da esquerda contra a direita, é luta do bem contra o mal”, minimizando o fato de que o “mal” na vida política de qualquer país sempre esteve associado às ideologias autoritárias da esquerda, que cerceiam as liberdades, agridem os valores civilizacionais e morais cristãos e que atentam contra a democracia e a livre iniciativa.

O presidente também voltou a desacreditar as pesquisas eleitorais publicadas por veículos da grande imprensa que apontam suposto favoritismo do ex-presidiário e chefe político petista Lula, afirmando que “pesquisa mentirosa publicada mil vezes não fará o presidente da república”.

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O chefe de governo voltou também a fazer menção ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra (1932-2015), que atuou durante o regime militar no enfrentamento aos grupos terroristas de esquerda que faziam atuação armada naquele período.

O então deputado federal Jair Bolsonaro havia feito menção ao coronel Brilhante Ustra quando de seu voto pelo impeachment da ex-presidente petista Dilma Rousseff em 2016. O gesto consolidou seu nome como líder da direita e catapultou seu favoritismo nas eleições presidenciais que ocorreram dois anos depois.

O evento de lançamento não oficial da candidatura de Jair Bolsonaro à reeleição neste último domingo na Convenção Nacional do PL contrastou largamente com o evento de lançamento de sua candidatura em 2018.

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Naquele ano, o ato foi marcado pela forte presença de lideranças dos diversos grupos de direita que estavam em formação no País desde cinco anos antes, grupos estes que foram todos atraídos pela promessa do então candidato Jair Bolsonaro de combater o establishment político e suas práticas fisiológicas e patrimonialistas.

Paradoxalmente, no evento deste ano de lançamento de sua candidatura à reeleição, Bolsonaro reuniu basicamente algumas das principais lideranças destes mesmos setores políticos cuja promessa de quatro anos atrás era de justamente combater.

Quanto àquela direita em fase inicial de organização como força política que dedicou-se à campanha de 2018, ela foi em grande parte afastada dos centros de decisão do governo e assistiu toda sua organização inicial que existia até 2018 ser completamente desmantelada e estrangulada em função do cenário político e institucional que abriu-se no País há cerca dois anos. Cenário este criado em grande parte por decisões do próprio presidente.

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