por paulo eneas
A direita obteve uma vitória esmagadora nas eleições parlamentares da Hungria realizadas neste domingo (03/abr) e que resultaram na conquista do quarto mandato consecutivo para Viktor Orbán como primeiro-ministro do país deste 2010. A coligação partidária de direita Fidesz-KDNP liderada por Orbán obteve 135 cadeiras no parlamento, de um total de 199, formando assim maioria de dois terços.

Todos os partidos de esquerda, centro e centro-esquerda uniram-se na coligação United for Hungary, de orientação progressista e pró União Europeia. Esta coligação ficou com 56 cadeiras do parlamento.  O partido Mi Hazánk, à direita da coligação do Fidesz, obteve as 7 cadeiras restantes e possivelmente poderá integrar a coligação governista.

O sistema eleitoral húngaro é distrital misto. Das 199 cadeiras do parlamento, um total de 93 são preenchidas com deputados eleitos nos 93 distritos eleitorais em que o país é dividido. As demais vagas são definidas por votação em lista partidária nacional.

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Na votação em lista nacional, o Fidesz-KDNP obteve 47 cadeiras, a coligação de centro-esquerda United for Hungary obteve 38 cadeiras e o partido de direita Mi Hazánk obteve  7 cadeiras. Nos 93 distritos eleitorais, a vitória da direita foi esmagadora: o Fidesz venceu em 88 deles.

Ao discursar sobre a vitória, Viktor Orbán afirmou que o resultado foi robusto o bastante para ser ouvido em Bruxelas, em referência à sede da União Europeia, que nos últimos anos tem exercido uma pressão imensa sobre a Hungria para o país ceder às pautas globalistas esquerdistas do bloco.

“Esta vitória será lembrada para o resto de nossas vidas por que muitas forças engajaram-se contra nós, incluindo a esquerda nacional, a esquerda internacional, os burocratas de Bruxelas, todas as organizações e fundações financiadas pelo império de George Soros, a mídia internacional e ao final até mesmo presidente ucraniano”, afirmou Viktor Orbán.

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A referência a Volodymyr Zelensky decorre da pressão do presidente ucraniano para que a Hungria, com quem a Ucrânia faz fronteira, permitisse a entrada pelo seu território de armas para a Ucrânia, o que colocaria os húngaros em confronto direto com a Rússia.

Apesar de estar sob o guarda-chuva da OTAN, a Hungria recusou-se a permitir o envio de armas pela sua fronteira. Em vez disso, tem enviado ajuda humanitária e acolhido refugiados ucranianos. Viktor Orbán está entre os líderes de direita europeus mais alinhados por razões táticas ao ditador russo Vladimir Putin.

Este alinhamento tem servido de contraponto às enormes pressões da burocracia esquerdista da União Europeia que tenta de todas as formas impor políticas identitárias, imigratórias pró-islâmicas e outras pautas progressistas ao seus países membros.

Com este resultado eleitoral robusto, Viktor Orbán e seu partido Fidesz encontrarão mais musculatura política e respaldo da população húngara para fazer frente a este embate permanente com Bruxelas.

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Húngaros aprovam em referendum lei de proteção à infância

Tão importante quanto a vitória esmagadora da direita, foi o resultado do referendum a respeito da lei de proteção à infância contra a ideologia de gênero. Conforme o Crítica Nacional noticiou, em junho do ano passado o Parlamento da Hungria aprovou lei restringindo a exibição de material de conteúdo sexual para crianças, especialmente em escolas.

A aprovação da lei gerou reação por parte da militância esquerdista identitária, incluindo a Anistia Internacional e a União Europeia. Passou-se a difundir na Europa e no resto do mundo que o governo e o parlamento húngaro estariam “perseguindo pessoas LGBT”. A União Europeia aplicou sanções econômicas à Hungria por conta da lei.

Para fazer frente à pressão da União Europeia, o premier Viktor Orbán propôs e o parlamento húngaro aprovou que a lei fosse levada ao referendum da população no mesmo dia das eleições gerais.

Mas em vez de exibir o texto da lei em si, o referendum trouxe perguntas relativas ao tema da lei, de modo que as respostas sinalizariam a aprovação ou não da lei pela população. A esquerda húngara fez uma forte campanha pelo voto nulo ou abstenção no referendum. O referendum fazia quatro perguntas:

  1. Você concorda em permitir que as crianças de escolas públicas participem de aulas de orientação sexual sem o consentimento da família?
    Sim: 7.6%
    Não: 92.3%
    Nulos: 20.9%
  2. Você é a favor que sejam exibidas às crianças informações sobre tratamento para mudança de sexo?
    Sim: 4.11%
    Não: 95.89%
    Nulos: 20.45%
  3. Você é a favor de permitir que conteúdo de mídia de natureza sexual que possa afetar o desenvolvimento infantil seja exibido a crianças sem restrições?
    Sim: 4.68%
    Não: 95.32%
    Nulos: 20.57%
  4. Você é a favor da exibição para crianças de conteúdo de mídia sobre mudança de sexo?
    Sim: 4.83%
    Não: 95.17%
    Nulos: 20.55%

Dentre os que votaram, em média 90% ou mais manifestaram-se contra a exibição dos conteúdos sexuais a crianças, votando em não.

A esquerda fez campanha pelo voto nulo no referendum, orientando seus eleitores a votar sim e não na cédula, ou absterem-se de votar no referendum e, em consequência da lei húngara sobre consultas desta natureza, o referendum ficou formalmente invalidado, pois menos da metade dos votantes deram um voto nulo.

A órgão oficial que realiza eleições e referendums na Hungria não informou se a invalidade formal deste referendum implica no cancelamento da lei aprovada pelo parlamento, ainda que o texto da lei em si não tenha ido ao escrutínio da população. Fonte: Hungary Today | Budapest Times | PHVox Channel

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Crítica Nacional em visita à fronteira da Hungria com a Sérvia em março de 2019 tratando do tema da imigração ilegal na Europa:


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