por paulo eneas
Com um atraso de vinte e dois anos, a justiça parece ter sido feita no Caso Pavesi. Na tarde desta terça-feira (19/04), o Tribunal do Júri de Belo Horizonte (MG) proferiu sentença condenando o médico Álvaro Ianhez a vinte e um anos de prisão em regime fechado pela morte e retirada ilegal dos órgãos do menino Paulo Veronesi Pavasi. O crime ocorreu na cidade de Poços de Caldas (MG) em abril de 2000.

A defesa pediu que o médico condenado pudesse recorrer da decisão condenatória em liberdade. O pedido foi negado pelo juiz que presidiu o julgamento, que foi realizado ouvindo uma única testemunha de acusação, Paulo Airton Pavesi, pai da criança assassinada, e que reside na Itália.

Foram ouvidas também quatro testemunhas de defesa residentes em diferentes cidades. Os depoimentos foram feitos de maneira virtual. O réu acompanhou o julgamento também à distância. Logo após a decisão do júri, foi expedido mandado de prisão contra o médico, que encontra-se em São Paulo.

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Segundo o advogado da família, Dr. Dino Miraglia, o médico agora condenado e outros acusados do crime teriam agido para forjar a morte do menino Paulo Veronesi Pavesi para fins de retirada ilegal de seus órgãos. Ainda segundo o Dr. Dino Miraglia, o médico Álvaro Ianhez era diretor da Santa Casa onde eram feitos os transplantes de órgãos na época do crime, e seria também proprietário de uma clínica de transplantes ilegais de rins.

O advogado afirma que Paulo Veronesi Pavesi teria sido transferido de um hospital para outro sem necessidade, supostamente com morte cerebral. O menino teria sido então anestesiado para a retirada de seu órgão. O advogado questiona o porquê da anestesia, se supostamente Paulo Pavesi estava com morte cerebral, de onde ele conclui que não havia morte cerebral e que, portanto, não poderia ter sido feita a retirada dos órgãos.

Desde a morte de seu filho, Paulo Airton Pavesi vem denunciando o crime nas redes sociais e a lentidão com que a justiça tratou o caso. Paulo Pavesi também afirma não ter encontrado qualquer respaldo quando procurou o Ministério dos Direitos Humanos para tratar do assunto. Há alguns anos ele mudou-se para a Itália, país onde também possui cidadania.

Em janeiro do ano passado, outros dois médicos, José Luiz Gomes da Silva e José Luiz Bonfitto, envolvidos na morte de Paulo Veronesi Pavesi foram condenados a vinte e cinco anos de prisão cada um. Outro envolvido, Marcos Alexandre Pacheco da Fonseca foi absolvido pela justiça.

Logo após a conclusão do julgamento, Paulo Airton Pavesi denunciou em sua rede social que o médico condenado teria fugido, uma vez que não havia policiamento vigiando o local em que Álvaro Ianhez se encontrava. Paulo Airton Pavesi acusa a justiça de ter agido em conluio com o médico condenado, propiciando sua alegada fuga, conforme mensagem publicada na sua rede social e mostrada abaixo. Fonte Gazeta Brasil.



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