por angelica ca e paulo eneas
A organização terrorista islâmica libanesa Hezbollah e seus aliados do Partido Amal perderam a maioria parlamentar que detinham desde 2018 nas eleições legislativas realizadas no Líbano no último domingo ((14/05).

De acordo com os resultados finais divulgados nesta terça-feira (17/05), os candidatos da coligação liderada por este grupo terrorista pró-iraniano obtiveram 62 dos 128 assentos do parlamento libanês, três lugares a menos do que o necessário para garantir a maioria.

O Hezbollah manteve os seus próprios assentos, mas o Movimento Patriótico Livre fundado pelo presidente Michel Aoun, aliado do grupo terrorista desde 2006, chegou em segundo lugar, com dezessete deputados, um resultado que fragiliza o partido. A avaliação de analistas é que dificilmente Michel Aoun conseguirá articular alianças em seu próprio campo.

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O partido cristão Forças Libanesas, que mantém estreitos laços com a Arábia Saudita e que tornou-se a principal força política anti-Hezbollah nestas eleições legislativas, obteve o maior número de assentos nesta eleição, elegendo dezenove deputados.

Os candidatos independentes também obtiveram um bom desempenho, conquistando dezesseis cadeiras. No entanto, estes candidatos não apresentam uma unidade política, pois suas bandeiras variam desde o ecologismo até defesa do fim do sistema confessional libanês.

Em outro resultado emblemático, o líder do Partido Democrático Libanês, próximo a Damasco e Teerã, o druso Talal Arslane, herdeiro de uma das mais antigas dinastias políticas libanesas, perdeu sua cadeira no Parlamento do Líbano para um candidato sem ligação com movimentos políticos e sem experiência.

A eleição deste domingo foi a primeira desde o início de uma devastadora crise econômica que vem assolando o Líbano desde outubro de 2019 e que provocou protestos generalizados em todo o país contra a classe política, acusada de décadas de corrupção e má gestão.

O novo parlamento irá eleger o próximo presidente libanês e indicar o primeiro-ministro para formar um gabinete. O mandato de Michel Aoun termina em 31 de outubro. O novo governo irá empreender algumas reformas visando obter o apoio do Fundo Monetário Internacional para fazer frente à crise econômica. Fonte: The Independent | Fox News | The Epoch Times.

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