por paulo eneas
O ex-governador tucano de São Paulo João Doria anunciou nesta segunda-feira (23/05) a desistência de sua candidatura à Presidência da República. O anúncio foi feito em pronunciamento na Zona Sul da capital paulista. João Doria reuniu-se com líderes de partidos aliados em São Paulo no último domingo (22/05) pela manhã e comunicou a decisão ao governador do estado, Rodrigo Garcia.

A versão corrente na grande imprensa é a de que o tucano estaria sendo pressionado pelo entorno do atual governador Rodrigo Garcia a desistir da pré-candidatura ao Palácio do Planalto, uma vez que seu péssimo desempenho poderia atrapalhar as pretensões de Rodrigo Garcia. No entanto, as reais motivações da retirada de sua candidatura são outras.

João Doria nunca conseguiu unificar o PSDB em torno de seu nome. As prévias internas dos tucanos realizadas há alguns meses indicaram esta clara divisão interna no partido. Oficialmente a desistência de João Doria seria para permitir ao PSDB apoiar a pré-candidatura da senadora Simone Tebet do MDB.

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Ocorre que nenhum analista político experiente pode levar a sério a narrativa de que a desistência do ex-governador tucano paulista, um nome de projeção nacional, tenha ocorrido para beneficiar a pré-candidatura presidencial da obscura e inexpressiva senadora Simone Tebet (MDB).

A retirada da pré-candidatura de João Doria faz parte de uma operação que envolve o PSDB, o MDB, setores expressivos do Centrão e outras forças do establishment político que procuram chegar a um consenso em torno de um nome para a chamada Terceira Via. E este nome hoje é o de Michel Temer. A senadora Simone Tebet está apenas “esquentando o lugar” para a entrada posterior de Michel Temer.

A entrada de Michel Temer na disputa não está relacionada a uma avaliação do seu hipotético potencial eleitoral, até por que Michel Temer está longe de ser um “campeão de votos” com grande apelo popular.

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A entrada de Michel Temer na disputa está relacionada a um arranjo que está sendo operado pelo establishment político para inviabilizar tanto a candidatura do Presidente Bolsonaro quanto a do petista Lula, em nome de uma pretensa “pacificação” política do País, que seria supostamente alcançada por meio de Michel Temer.

Esse arranjo terá implicações nas disputas estaduais, especialmente em São Paulo, onde não está descartada a possibilidade de se deslocar o nome de Tarcísio de Freitas para disputar o Senado Federal, ficando o campo aberto para assegurar uma possível vitória do tucano Rodrigo Garcia.

Essa operação política está na natureza do projeto da Terceira Via que, como estamos afirmando há meses, não é um projeto eleitoral no sentido convencional, mas um esforço do establishment político de alterar a estrutura do poder político institucional no Brasil por meio da adoção do parlamentarismo de fato, sob o eufemismo de semi-presidencialismo.

Michel Temer seria o “pacificador” que presidiria essa mudança do regime político à revelia da vontade da população. Praticamente todos os setores do establishment político estão envolvidos nesse projeto, inclusive amplas áreas do Centrão que hoje controlam o Governo Federal. João Doria era apenas uma peça deste establishment que não aderiu a este projeto e por isso foi facilmente descartado. Colaboração Angelica Ca.

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