por paulo eneas
Em visita oficial que está fazendo à China, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou nesta segunda-feira (23/05) em entrevista ao jornal O Globo que Brasil e China hoje têm uma “relação siamesa”:

“A China é extremamente preocupada com a segurança alimentar de seu povo (…) a nossa relação, Brasil-China, é extremamente siamesa nesse aspecto (..) a China precisa de alimentos, então a gente precisa trabalhar o tempo todo em cima dessa questão”.

A fala do vice-presidente sugere que cabe aos brasileiros trabalhar para garantir a segurança alimentar dos chineses, invertendo assim a relação de dependência que existe da China em relação ao Brasil.

Afinal, são os chineses que precisam de nossa produção agrícola, logo, caberia ao Brasil ter uma posição altiva e soberana nesta relação, e não uma “relação siamesa” e de submissão como o Governo do Brasil tem mantido com o Partido Comunista Chinês desde que foi dada uma guinada à esquerda na política externa do Brasil com a saída do ex-chanceler Ernesto Araújo. Saída esta que ocorreu por exigência da própria China.

Falar em relação siamesa ainda é mais fora de propósito se considerarmos a diferença de valores civilizacionais: o Brasil é um país de maioria cristã, formado por um movo que, a despeito dos percalços históricos, preza pela liberdade e pela democracia. O regime chinês persegue cristãos, mantém minorias religiosas e étnicas em campos de concentração e despreza e combate todos os valores que são mais caros à civilização ocidental, como a liberdade e a democracia.

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Ao comentar a declaração do vice-presidente da República, o ex-chanceler Ernesto Araújo publicou a seguinte mensagem em sua rede social:

Orgulho-me de haver sempre defendido a soberania do Brasil frente ao projeto hegemônico chinês (bem como frente ao globalismo) e de haver sempre trabalhado pelo interesse do povo brasileiro diante da oligarquia nacional aliada à China (e ao globalismo).

Defendi a dignidade do Presidente da República quando foi ofendido pelo Embaixador da China. Defendi a liberdade de expressão de todos os brasileiros, inclusive parlamentares, quando o mesmo Embaixador a desrespeitou tentando determinar o que brasileiros podem ou não dizer.

Biden e Macron não ameaçam a soberania brasileira na Amazônia. Quem ameaça a soberania brasileira, não só sobre a Amazônia mas sobre o país inteiro, é a própria elite política brasileira, que está entregando nossa economia à China e submetendo nosso povo à Agenda 2030 da ONU.

Ernesto Araújo está entre as poucas vozes conversadoras e soberanistas que restaram na direita brasileira e que vem alertando sobre o processo gradual de perda de soberania nacional pelo qual O Brasil está passando por conta, entre outros, da natureza da relação submissa e entreguista que o governo brasileiro mantém com o Partido Comunista Chinês.

Esta relação submissa de nosso País com o regime de ditadura do Partido Comunista Chinês, regime este que é objeto de admiração da parte do vice-presidente, tem sua raiz, como bem aponta Ernesto Araújo, na elite política e econômica brasileira que exerce o poder de fato no país, pautada unicamente nos seus interesses imediatos, e não sob uma perspectiva de interesse soberano da Nação, como havia sido prometido em 2018.

Ernesto Araújo tem discorrido sobre esse tema, bem como sobre o temas correlatos de geopolítica e relações internacionais, em vídeos regulares em sua canal no youtube, que pode ser acessado neste link aqui, e que hoje constitui-se na melhore referência em termos de profundidade intelectual na análise dos principais desafios enfrentados pela civilização brasileira.

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