por angelica ca e paulo eneas
O Governo da Polônia anunciou o rompimento do contrato intergovernamental assinado há quase três décadas com a Rússia para a utilização do gasoduto Yamal, que fornece gás à Europa. O rompimento do acordo é mais um capítulo na crescente tensão política entre os dois países em torno de questão energética em decorrência da invasão russa da Ucrânia.

A ministra de Ação Climática e Meio Ambiente da Polônia, Anna Moskwa, anunciou por meio de suas redes sociais nesta segunda-feira (23/05) a anulação do contrato assinado em 1993. A decisão reflete o anseio do governo polonês de tornar o país completamente independente do gás russo após a invasão e agressão à Ucrânia.

A rescisão do contrato foi um desdobramento esperado após a interrupção do fornecimento de gás russo para a Polônia no mês passado, o que foi interpretado como uma quebra de contrato, segundo a ministra. A mudança não afeta o fornecimento de gás da Alemanha para a Polônia através do gasoduto operado por uma entidade polonesa, acrescentou ainda a ministra.

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O governo polonês havia afirmado anteriormente que não planejava estender o contrato de fornecimento de gás russo, que deveria expirar no final de 2022. A empresa de gás polonesa PGNiG havia comunicado esta decisão à empresa de energia russa Gazprom em 2019.

“Sempre soubemos que a Gazprom não era um parceiro confiável”, afirmou a ministra  Anna Moskwa, referindo-se à gigante de energia russa que agora está exigindo de seus clientes de países considerados hostis que efetuem seus pagamentos em moeda russa, o rublo, conforme uma ordem direta determinada por Vladimir Putin.

No final de abril deste ano, a Gazprom informou à companhia PGNiG que as entregas de gás cessariam, uma vez que importadora polonesa recusou-se a efetuar os pagamentos em rublos. Varsóvia recusou-se a atender a exigência da Rússia, uma vez que a maioria dos contratos prevê que os pagamentos sejam feitos em euros ou dólares. A recusa em efetuar os pagamentos em rublos resultou no corte de fornecimento de gás russo à Polônia, Bulgária e Finlândia. Fonte: Euro News | Financial Post | The Times Of India.

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