por paulo eneas
O ex-guerrilheiro comunista do grupo terrorista M19, Gustavo Petro, venceu o primeiro turno das eleições presidenciais da Colômbia realizadas neste domingo (29/05) e irá disputar o segundo turno com o candidato independente Rodolfo Hernández, que ficou em segundo lugar com 28% dos votos válidos. O esquerdista Gustavo Petro obteve 40% dos sufrágios.

As pesquisas apontavam o favoritismo do candidato da esquerda, projetando um cenário de segundo turno contra o candidato governista Federico Gutiérrez, apoiado pelo atual presidente de centro-direita, Iván Duque. No entanto, o candidato governista Gutiérrez ficou em terceiro lugar, com 24% dos votos.

As eleições ocorreram em um ambiente de crise econômica e de crescimento da criminalidade no país, o que refletiu-se na insatisfação de amplos setores da população com o governo de Iván Duque. A esquerda colombiana procurou capitalizar politicamente esta insatisfação por meio de protestos e manifestações contra o governo.

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O pleito também foi realizado num contexto de crescente articulação entre o Partido Comunista Chinês, a Rússia e o Foro de São Paulo para interferir nos processos eleitorais latino-americanos. Um encontro recente em Pequim entre o Partido Comunista Chinês e os partidos do Foro de São Paulo evidenciou esta articulação.

Existe um intenção declarada da ditadura comunista chinesa e do regime de Vladimir Putin de retirar toda influência norte-americana nos países da América Latina. O atual governo de Iván Duque está entre os principais alinhados dos Estados Unidos no continente. Os alvos preferenciais da atuação russa e chinesa são o Brasil, Colômbio e Chile, uma vez que Argentina e Bolívia já caíram novamente nas mãos da esquerda.

Alguns dias antes do pleito, o ex-vice-presidente e ex-embaixador da Colômbia nos Estados Unidos, Francisco Santos, expressou suas suspeitas de possível interferência da Rússia e da China em favor do candidato da esquerda, Gustavo Petro. Esta interferência ocorreria por meio do envio ilegal de recursos financeiros para a campanha do ex-guerrilheiro comunista.

Além das interferências de Moscou e Pequim por razões geopolíticas, Francisco Santos também menciona o interesse de organizações criminosas ligadas ao narcotráfico na possível vitória do candidato da esquerda. São conhecidas e sabidas as ligações do crime organizado na América Latina com o Foro de São Paulo, o que reforça as preocupações do ex-embaixador.

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Por fim, é provável que os votos do candidato governista Federico Gutiérrez venham a somar-se aos votos de Rodolfo Hernández no segundo turno, que será realizado no dia 19 de junho.

Erroneamente apresentado como um suposto Donald Trump latino-americano, Rodolfo Hernández é na verdade um candidato de perfil indefinido, e teve toda sua campanha baseada em um discurso genérico contra a corrupção.

Em nenhum momento Rodolfo Hernández posicionou-se claramente sobre alguma pauta ideológica ou geopolítica relevante, e muito menos assumiu qualquer compromisso com uma agenda conservadora. Seu mérito aparente é o de ter disputado como candidato independente, fora do arranjo tradicional dos partidos políticos colombianos.

O fato é que a direita já foi derrotada na sucessão presidencial colombiana, e teremos um segundo turno entre um candidato comunista do Foro de São Paulo, apoiado pelo Partido Comunista Chinês, pela Rússia e pelo crime organizado, e um candidato de viés ideológico indefinido que a rigor não disse exatamente a que veio, mas que possivelmente receberá o voto útil da direita daquele país. Colaboração Angelica Ca. Fonte: Diario Las Americas | Infobae | Small Wars Journal.

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