A boa notícia da queda no desemprego vem acompanhada, no entanto, da redução da renda média dos assalariados no mesmo período e do aumento da inflação principalmente dos alimentos, o que resulta num cenário econômico ainda bastante negativo para a população de baixa renda.


por paulo eneas
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 10.5% no trimestre encerrado em abril deste ano, segundo informou nesta terça-feira (31/05) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado foi obtido a partir dos dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

A taxa de 10.5% representa um recuo de 0.7% em relação ao trimestre anterior e corresponde a uma queda expressiva de 4.3% na comparação anual. Os dados da PNAD mostram uma população desempregada de 11.3 milhões de pessoas, correspondendo a um recuo de 699 mil no número de indivíduos sem trabalho em relação ao trimestre anterior.

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Na projeção anual, a queda no número de pessoas desempregadas foi de 25.3% indicando que 3.8 milhões de assalariados conseguiram uma vaga no mercado de trabalho neste período.  Os dados do PNAD mostram também um total de 96.5 milhões de pessoas com ocupação, a maior taxa desde 2012.

A redução na taxa de desemprego veio acompanhada de um aumento de 1.5% na renda média mensal do assalariado, que ficou estimada em R$ 2.548,00. Apesar deste ligeiro aumento, a renda média caiu 8.7% em relação ao trimestre encerrado em março do ano passado.

Considerando a inflação do período, especialmente no setor de alimentos e nos setores controlados por monopólios, observa-se uma combinação bastante prejudicial ao segmento da população de baixa renda que, embora encontre mais oferta de trabalho, está assistindo seus rendimentos caírem ao mesmo tempo em que os preços dos itens básicos têm experimentado uma forte alta. Fonte: Agência Brasil.

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