por paulo eneas
Em um processo eleitoral com lisura e transparência, o resultado das eleições é decidido pelos eleitores que optam por participar deste processo. O eleitor que se abstém ou que vota nulo ou em branco está de antemão abrindo mão de participar do resultado eleitoral, seja por descrença no sistema político ou por não sentir-se contemplado pelas candidaturas colocadas.

O Crítica Nacional em momento algum defendeu ou pregau o voto nulo ou em branco ou a abstenção. Entendemos ser importante que o eleitor compareça às urnas e faça sua escolha informada e fundamentada entre os nomes colocados para a Presidência da República, governos estaduais e cargos legislativos.

Também entendemos que a hipotética volta do líder petista à Presidência da República representaria um retrocesso sem precedentes para o País, em vista das propostas que têm sido apresentadas por Lula em sua pré-campanha, propostas estas que em nosso entender estão na contramão dos valores civilizacionais mais caros do povo brasileiro.

Entendemos também que as propostas de Lula atentam contra nossa soberania e representam entraves instransponíveis a um regime de efetivo livre mercado, de segurança jurídica, de efetivo combate à criminalidade e de preservação das liberdades e garantias fundamentais de cada cidadão brasileiro e da democracia.

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Isto posto, é importante ao nosso ver enfatizar que o resultado da eleição de outubro próximo, seja ele qual for, não pode de modo algum ser atribuído ao eleitor que venha decidir por abster-se ou anular seu voto, ainda que de nossa parte condenemos esta escolha.

Uma elevada abstenção tem por efeito único deslegitimar o governante eleito, seja ele de qualquer lado do espectro político. Mas não existe evidência corroborável de que a abstenção por si favoreça necessariamente um lado específico do espectro político.

A própria história recente das eleições brasileiras mostra que a abstenção não possui efeito preferencial em favor da esquerda ou da direita, ou da centro-direita, como pode ser visto no resumo abaixo do segundo turno das três últimas eleições presidenciais:

Eleições de 2010: 
Total de eleitores: 135.804.433
Abstenção: 24.610.296 [18.12%]
Vencedor: Dilma Rousseff (PT)

Eleições de 2014:
Total de eleitores: 142.831.654
Abstenção: 30.137.479 [21.10%]
Vencedor: Dilma Rousseff (PT)

Eleições de 2018:
Total de eleitores: 147.284.995
Abstenção: 31.371.704 [21.30%]
Vencedor: Jair Bolsonaro (PSL)

Observe-se que o índice de abstenção nas eleições de 2014 e de 2018 foi basicamente o mesmo, tendo sido apenas 0.20% maior em 2018 do que em 2014. Em 2014 a esquerda venceu. No pleito de 2018, com índice de abstenção basicamente igual, a direita venceu com Jair Bolsonaro. O que mostra que a abstenção não favorece nenhum lado do espectro político.

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