por paulo eneas
O Presidente Bolsonaro afirmou na noite deste domingo (26/06) que o General Walter Braga Netto será seu candidato a vice-presidente nas eleições deste ano. O anúncio do nome de Braga Netto foi feito durante entrevista do presidente ao Programa 4 por 4 no youtube.

Walter Braga Netto é general da reserva e foi chefe da Casa Civil da Presidência da República de fevereiro de 2020 até março de 2021, quando então passou a chefiar o Ministério da Defesa. Seu período de permanência na Casa Civil marcou a transição da estratégia política do governo na relação com o Congresso Nacional.

Até então, enquanto a Casa Civil era chefiada por Onyx Lorenzoni, esta relação era baseada na negociação direta com parlamentares em torno de pautas específicas, o que permitiu a aprovação da emenda constitucional da Reforma da Previdência.

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Com a ida de Braga Netto para a Casa Civil, o governo abriu as portas da administração federal para os caciques políticos do Centrão e deu início ao afastamento dos poucos conservadores que ocupavam posições relevantes no governo, dentro de uma estratégia de “governabilidade” baseada no loteamento da máquina pública.

Foi também neste período que consolidou-se no entorno mais próximo do presidente a ideia de que Lula seria o “melhor” adversário de Bolsonaro no embate eleitoral para a sucessão na Presidência da República.

A estratégia de governabilidade adotada não produziu os resultados esperados: as principais pautas conservadoras foram colocadas de lado ou derrotadas no parlamento, a agenda identitária da esquerda avançou livremente no Ministério dos Diretos Humanos, e pautas hostis, como o aumento do Fundão eleitoral, foram aprovadas facilmente.

O general Braga Netto atuou em 2016, a pedido do governo petista de então, na coordenação da assessoria especial dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro daquele ano, liderando uma equipe formada pelos generais Augusto Heleno, Eduardo Pazuello, Luiz Ramos e também por Tarcísio de Freitas.

Todos estes militares passaram a formar posteriormente o núcleo duro do Governo Bolsonaro, juntamente com os políticos do Centrão, formando o que o ministro Ciro Nogueira chama de aliança Centrão-Militares, que caracteriza hoje o Governo Bolsonaro.

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