por paulo eneas
O premier britânico Boris Johnson anunciou na tarde desta quinta-feira (07/07) a renúncia ao cargo de líder do Partido Conservador (tories) e sua consequente renúncia ao cargo de primeiro-ministro da Grã-Bretanha. Boris Johnson chegou à chefia do governo britânico como um discurso conservador e de direita, comparando-se a Winston Churchill, mas sairá de cena para ser lembrado como um Neville Chamberlain metamorfoseado.

Sua queda ocorre como resultado de um desgaste político crescente desde o período da pandemia do coronavírus, quando seu governo adotou medidas alinhadas com a agenda dos globalistas: lockdowns severos, restrições de direitos, elevação de gastos públicos e uma postura ambígua em relação ao tratamento precoce da covid.

Boris Johnson também fez concessões à agenda ambientalista, a joia da coroa dos globalistas, destinada a inibir a geração de riquezas nos países pobres e impedir a manutenção desta riqueza nos países ricos, por meio da imposição de penalidades tributárias às empesas do setor de energia.

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Além das concessões aos globalistas e à sua agenda ambiental e da saúde pública, o governo de Boris Johnson viu-se envolvido em escândalos comportamentais de seus ministros, além do escândalo ridículo que ficou conhecido como partygate: ele e sua esposa foram flagrados em uma festa no ano passado no mesmo momento em que os britânicos estavam sob severo lockdown imposto pelo próprio governo.

A queda de Boris Johnson ocorre na mesma sequência de quedas dramáticas de outros  governantes do Ocidente que chegaram ao poder com uma plataforma de direita, começando por Maurício Macri na Argentina, passando por Benjamin Netanyahu em Israel, Sebastian Piñera no Chile e o colombiano Iván Duque, para ficar nos mais importantes.

Todos eles chegaram ao poder com uma plataforma de direita, foram incapazes de executá-la por frouxidão, por compromissos indizíveis com o establishment político e por ausência de convicções políticas e ideológicas. Optaram por fazer todas as concessões às pautas da esquerda para, ao final de um ciclo, serem derrotados por esta mesma esquerda.

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Para felicidade dos britânicos, Boris Johnson não foi derrubado pela esquerda, que encontra-se relativamente enfraquecida no país, pois o Partido Trabalhista (Labor) está em vias de se tornar uma legenda nanica após a ascensão da extrema esquerda ao controle daquela histórica agremiação.

Boris Johnson foi derrubado pelos seus pares do Partido Conservador que, ao contrário da frágil e desorientada direita brasileira, decidiu não “passar pano” para a esquerdização de um governante eleito com uma pauta conservadora e que, no meio do caminho, flopou em favor das pautas progressistas e globalistas. Certas semelhanças com o que ocorre no Brasil sob o governo Bolsonaro não são apenas coincidências.

Em artigo publicado em meados de junho falamos desse fenômeno especificamente em relação à América Latina. Mas é um fenômeno que tem ocorrido em todo o Ocidente: a direita vai sendo paulatinamente derrotada pela esquerda, por que a direita ocidental é frouxa e carece de lideranças fortes que honrem os compromissos assumidos e combatam de frente a esquerda e suas pautas.

A direita ocidental precisa ser reinventada. Ela precisa de líderes de verdade e não caricaturas politicamente corretas de pretensos líderes conservadores como Boris Johnson, que revelou-se ser nada além de um Neville Chamberlain metamorfoseado.

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