por andrea sydorak
Durante a última reunião de cúpula do G20 realizada em Bali, enquanto a quase totalidade dos países boicotavam a Rússia, o Brasil foi um dos poucos que prestigiou os representantes da ditadura de Vladimir Putin, reunindo-se com sua delegação no decorrer do evento.

Certamente, foram acertados detalhes sobre a compra de combustíveis russos, uma vez que o presidente Bolsonaro declarou em seguida que o Brasil começará a importar óleo diesel da Rússia. Na semana passada, veículos de imprensa brasileiros anunciavam que Bolsonaro pretendia telefonar para o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

Será que o presidente da Ucrânia ameaçou romper as relações comerciais com o Brasil?
A Ucrânia é o principal fornecedor de ferro fundido bruto e de uma liga chamada ferro especular. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, 99.7% destes produtos utilizados no Brasil são fornecidos pela Ucrânia.

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Por outro lado, para os ucranianos, este montante representa apenas 7% do total de suas exportações. Portanto, nada muito representativo para a balança comercial ucraniana. Em contrapartida, obviamente o Brasil perderia muito mais nesta transação e teria dificuldades em abastecer a indústria.

O Brasil importa ainda da Ucrânia o PVC, produtos laminados planos, de ferro aço não ligado, de largura igual ou superior a 600 mm, laminados a quente, não folheados ou chapeados, nem revestidos, fio-máquina de ferro ou aço não ligado, medicamentos (exceto os produtos das posições 3002, 3005 ou 3006) constituídos por produtos misturados ou não misturados.

Também vem da Ucrânia para o Brasil produtos preparados para fins terapêuticos ou profilácticos, apresentados em doses, além de produtos para uso veterinário, adubos, equipamentos elétricos e não elétricos para uso doméstico, fios especiais, tecidos especiais e produtos relacionados, bem como tubos e perfis ocos e acessórios para tubos, além de outros produtos industriais.

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A maioria destes produtos impacta muito pouco a balança comercial ucraniana, sendo que os medicamentos exportados para o Brasil representam apenas 0.39% das exportações ucranianas. Os produtos com maior peso são os fios, que representam 9% do montante comercializado pelos ucranianos com o Brasil.

A Ucrânia tem feito reiterados apelos à comunidade internacional para que deixe de comprar produtos da Rússia para que a ditadura de Vladimir Putin seja enfraquecida para colocar um fim à guerra de agressão que a Rússia promove contra o povo ucraniano.

No entanto, o Governo do Brasil está financiando esta guerra de agressão russa, uma vez que o montante de importações brasileiras da Rússia aumentou em cerca de cinquenta por cento nos últimos três meses, subindo de 1.97% em 2021 para 2.94% do total das importações brasileiras no mesmo período de 2022.

Conforme aponta a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil comprou US$ 2.39 bilhões em mercadorias russas de janeiro a abril, uma alta de 89% em relação ao mesmo período do ano passado. Agora com a importação brasileira de diesel russo, haverá um  plus ainda maior para a ditadura russa prosseguir com suas agressões às Ucrânia. Andrea Sydorak é jornalista brasileira descendente de ucranianos.

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