PAUTA JORNAL CRÍTICA NACIONAL

PAUTA 20 SET 2021

1) Sandice Sanitária: Ministro da Saúde Marcelo Queiroga Afirma Que Eventos Adversos Não São Justificativa Para Não Vacinar

2) Agência Espanhola de Medicamentos Publica Relatório de Farmacovigilância Com Novas Patologias Associadas aos Efeitos Adversos das Vacinas

3) Sem Provas, Governadores Publicam Documento Afirmando Que Não Houve Aumento de ICMS dos Combustíveis

4) Conselho Nacional de Saúde É Dirigido Por Petista Sem Formação na Área

5) Por Que a Indicação de André Mendonça Para o Supremo Tribunal Federal Subiu no Telhado


1) Sandice Sanitária: Ministro da Saúde Marcelo Queiroga Afirma Que Eventos Adversos Não São Justificativa Para Não Vacinar
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou em entrevista a jornalistas em Nova York nesta segunda-feira (20/09), onde está acompanhando o presidente Jair Bolsonaro na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, que a existência de eventos adversos relacionados as vacinas não invalida a vacinação.

Marcelo Queiroga afirmou que a existência de eventos adversos não é motivo para suspender campanhas ou colocar em dúvida o benefício dos imunizantes. A fala do ministro ocorre dias após a morte de uma jovem de 16 anos na cidade São Bernardo do Campo (SP), que veio a falecer depois de ter sido vacinada com o imunizante da farmacêutica norte-americana.

Existem inúmeros relatos de pessoas saudáveis de distintas faixas etárias que vieram a falecer após tomar um dos imunizantes, além dos inúmeros casos de hospitalizações por Covid-19 de pessoas que se vacinaram.

A despeito desses dados gritantes, o ministro insiste em simplesmente ignorar estas ocorrências e prosseguir com a vacinação. Além disso, há meses o Ministério da Saúde nada diz a respeito do tratamento médico de pessoas com Covid-19.

2) Agência Espanhola de Medicamentos Publica Relatório de Farmacovigilância Com Novas Patologias Associadas aos Efeitos Adversos das Vacinas
A Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos de Saúde publicou na semana passada seu oitavo Relatório de Farmacovigilância de Vacinas Covid-19, que traz informações sobre novos efeitos colaterais que podem ser produzidos pelas vacinas aprovadas da Pfizer, Moderna, AstraZeneca e Janssen, e que estão sendo aplicadas à população espanhola.

Conforme informado pelo website Diario AS, no momento estes efeitos colaterais são reações adversas que se encontram em fase de avaliação. As reações listadas são as seguintes: eritema multiforme, distúrbios menstruais, síndrome nefrótica, síndrome inflamatória multissistêmica, e trombose do seio venoso cerebral sem trombocitopenia.

Segundo relatório divulgado pela agência espanhola, até 5 de setembro de 2021 foram administradas 66.835.878 doses de vacinas contra Covid-19 em toda a Espanha, havendo até aquela data o registro de 41.751 notificações de eventos adversos.

3) Sem Provas, Governadores Publicam Documento Afirmando Que Não Houve Aumento de ICMS dos Combustíveis
Um grupo de governadores de dezenove Estados e do Distrito Federal assinou uma carta em que contestam as afirmações feitas pelo presidente Jair Bolsonaro de que a elevação do preço da gasolina este ano ocorreu devido ao aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pelos estados.

No documento, os governadores afirmam que não aumentaram o ICMS dos combustíveis nos últimos 12 meses, período no qual a gasolina teve um aumento superior a 40% na ponta do consumidor. A carta assinada pelos governadores não traz nenhuma evidência, documento ou dado verificável que prove que não houve aumento do ICMS neste período.

Crítica Nacional irá fazer um levantamento rigoroso esta semana, em fontes independentes e confiáveis, para mostrar qual foi a real participação do ICMS no aumento dos preços dos combustíveis ao longo deste ano.

4) Conselho Nacional de Saúde É Dirigido Por Petista Sem Formação na Área
Fernando Zasso Pigatto preside o Conselho Nacional de Saúde (CNS), instituição vinculada ao Ministério da Saúde (MS). Sua formação, entretanto, não está diretamente relacionada à área. Com diploma de gestão ambiental, ele foi eleito para o cargo em 2018, e ingressou no órgão em 2014 — durante o governo Dilma. Pigatto é filiado ao PT desde 1986 e tentou ser eleito prefeito de Rosário do Sul (RS) pelo partido, em 2016.

Fernando Zasso Pigatto ocupou o cargo de chefe de gabinete de Valdeci Oliveira (PT-RS), prefeito de Santa Maria (RS), entre 2001 e 2005, e teve o emprego de “assessor parlamentar na Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul”. No site do Conselho Nacional de Saúde, consta que Pigatto iniciou sua atuação social em grupos da Pastoral da Juventude e Comunidades Eclesiais de Base da Igreja Católica em 1980. Fonte: Revista Oeste

5) Por Que a Indicação de André Mendonça Para o Supremo Tribunal Federal Subiu no Telhado
[VAL]
A indicação de André Mendonça para a próxima vaga no Supremo Tribunal Federal subiu no telhado, e existe a possibilidade de que sua indicação morra no nascedouro, antes mesmo da sabatina no Senado Federal. Se isso acontecer, terá sido a primeira vez na história que um nome indicado pelo Presidente da República para compor a suprema corte do país terá sido “cancelado” de antemão.

As duas vagas que foram abertas na suprema corte foram loteadas da seguinte maneira: uma vaga foi destinada ao Centrão, com endosso do ministro Gilmar Mender, e foi materializada na indicação de Kassio Nunes, cujo nome foi aprovado sem dificuldades. A outra vaga foi destinada ao esquema político comandado pelo PT e endossada pelo ministro Dias Toffoli. André Mendonça foi indicado dentro deste segundo arranjo.

[PAULO] Nenhum desses dois nomes é de fato uma “indicação do presidente”, por conta dos supostos méritos dos indicados, seja este mérito o fato de ser CAC ou por ser terrivelmente evangélico. O mérito de cada indicado decorre do fato de serem nomes respaldados pelo real esquema de poder no país, e o presidente apenas chancelou as escolhas feitas por estas forças políticas do establishment.

Senão, que justificativa haveria para o presidente indicar “espontaneamente” um Kassio Nunes ou um André Mendonça, que recebeu uma alcunha não muito elogiosa nas redes sociais justamente pela sua falta de pulso e firmeza de convicções demonstradas nestes quase três anos?

Ocorre que por alguma razão ligada ao enfraquecimento político do presidente em período recente, enfraquecimento este acentuado após os desdobramentos do 7 de setembro e com a entrada de Michel Temer na cena política, o Centrão aparentemente resolveu não seguir o combinado.

[VAL] Afinal, por que o centrão concordaria em ceder uma vaga na suprema corte para o bloco político que está na posição confortável de ser oposição ao governo, enquanto o Centrão se “sacrifica” ocupando cargos e posições na máquina para garantir a a suposta governabilidade, ainda que esta garantia se traduza na prática em um exercício de chantagem permanente contra o presidente usando a arma do impeachment?

A partir deste ponto, o nome de André Mendonça empacou de vez. Pode ser que venha a desempacar, mas poderá igualmente ser descartado. Seja como for, quem vai dar a palavra final é o Centrão, mas agora tendo Michel Temer, e por extensão o MDB e parte do PSDB, como players a serem considerados.

Diante deste quadro, o que faz a base governista? A base seguramente vai sair na defesa do “nosso Mendonça”, por acreditar que é o nome terrivelmente evangélico indicado por Jair Bolsonaro e quem sem dúvida alguma merece ir para o STF por ser um “conservador”.

A base irá ignorar por completo que na verdade se trata de um nome respaldado por Dias Toffoli, por Zé Dirceu e pela tropa da choque dos senadores oposicionistas da CPI da Covid. Mas isto dificilmente será verbalizado nas redes sociais pelos influencers bolsonaristas, pois é o tipo de conteúdo que não gera muitos views nem muitos likes.