PAUTA JORNAL CRÍTICA NACIONAL

PAUTA 14 JUN

1) União Europeia Desaconselha Vacina da AstraZeneca em Pessoas Com Doença Sanguínea Rara e Investiga Inflamação Cardíaca

2) Virologista Indiano Afirma Que China Já Tinha Vacinas Para Covid Antes do Início da Pandemia

3) Vitória da Vida: Juiz Federal de Mar Del Plata Suspende Lei Que Autorizava Assassinato de Fetos na Argentina

4) Fim da Era Netanyahu: Parlamento de Israel Escolhe Novo Primeiro-Ministro

5) CDC dos Estados Unidos Alerta Sobre Casos de Miocardite Associados à Vacina da Pfizer

6) Presidente Bolsonaro Afirma que Vetará Passaporte de Vacinação. Ministra Damares Alves Afirmou Mais Cedo O Contrário e Disse Que Direito de Não Vacinar É Questionável


1) União Europeia Desaconselha Vacina da AstraZeneca em Pessoas Com Doença Sanguínea Rara e Investiga Inflamação Cardíaca
A agência reguladora de medicamentos da Europa decidiu na última sexta-feira (11/06) desaconselhar o uso da vacina da AstraZeneca contra a covid em pessoas com histórico de hemorragia rara. A agência informou que estava investigando casos de miocardite, inflamação cardíaca, em pessoas que tomaram as duas doses das vacinas contra o coronavírus.

O órgão regulador europeu começou a examinar esses casos em abril deste ano. A recomendação aumenta os problemas da AstraZeneca depois que descobriu-se que sua vacina está associada a diversos efeitos adversos, incluindo uma possível associação com casos de coagulação sanguínea.

Em maio deste ano, a agência europeia também desaconselhou o uso da segunda dose da AstraZeneca em pessoas com problemas prévios de coagulação. O órgão regulador também está ampliando sua investigação para casos de miocardite e pericardite após associados a vacinas da Pfizer, Moderna e Johnson & Johnson.

2) Virologista Indiano Afirma Que China Já Tinha Vacinas Para Covid Antes do Início da Pandemia
Um importante virologista indiano fez uma afirmação esta semana que reforça as suspeitas de que a China já teria desenvolvido e produzido vacinas contra a Covid-19 antes mesmo do início oficial da pandemia do vírus chinês. A informação veio a público pelo jornal New Indian Express.

Segundo o jornal, o renomado virologista indiano Dr. T Jacob John, ex-professor e chefe do departamento de Virologia Clínica do Christian Medical College Vellore, levantou a suspeita  sobre a possibilidade de a China ter desenvolvido a vacina com antecedência para se preparar em caso de surto ou vazamento do coronavírus. O que reforça a hipótese de que o vírus estivesse sendo projetado em laboratório.

De acordo com o Dr. T Jacob John, existem alguns mistérios sobre o suspeito vazamento do Instituto de Virologia de Wuhan. “A pandemia de Covid-19 na China foi única no mundo. Isso significa que eles estão escondendo algo ou que a China se preparou para isso com antecedência. Nem tudo é o que vemos”, afirmou o virologista.

Jacob John mencionou o caso de um jovem cientista chinês que solicitou uma licença para a vacina SARS-CoV-2 ainda em 24 de fevereiro de 2020, apenas dois meses após o início da pandemia. “É muito cedo para trabalhar em uma vacina em apenas dois meses. Eles devem ter começado pelo menos um ano antes”, disse médico.

3) Vitória da Vida: Juiz Federal de Mar Del Plata Suspende Lei Que Autorizava Assassinato de Fetos na Argentina
O juiz federal de Mar del Plata, na Argentina, Alfredo López, ordenou na semana passada a suspensão em todo o país da aplicação Lei de Interrupção Voluntária da Gravidez, que liberou o aborto em todo território nacional argentino. Segundo o juiz, a norma vigente expressa pela Lei nº 27.610 viola a Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança, da qual a Argentina é signatária.

Alfredo López, que é o juiz federal titular de Mar del Plata, concedeu uma medida cautelar levando em consideração uma decisão da instância máxima da justiça argentina proferida em 1980, que afirma que “a vida é o primeiro direito da pessoa humana reconhecida e garantida pela Constituição Nacional”.

Na decisão, o magistrado também ordenou a suspensão cautelar do Protocolo de Atenção Integral à Pessoa com Direito à Interrupção Legal da Gravidez, aprovado no final de 2019 pelo Poder Executivo da Argentina. Segundo o magistrado: “a lei do aborto iria na direção oposta às obrigações internacionais assumidas pelo Estado argentino em virtude da proteção integral do direito à vida desde a concepção”.

4) Fim da Era Netanyahu: Parlamento de Israel Escolhe Novo Primeiro-Ministro
O Parlamento de Israel (Kenesset) formado de 120 cadeiras, aprovou neste domingo (13/06) o novo governo de coalizão sob o comando Naftali Bennett, líder do pequeno partido Yamina. Por 60 votos a favor e 59 contra, o novo primeiro-ministro de Israel coloca fim a um recorde de 12 anos de Benjamin Netanyahu no cargo.

A escolha do novo premier também coloca um fim a  uma crise política que desencadeou quatro eleições em dois anos, e várias tentativas fracassadas de formar uma coalização. Benjamin Netanyahu e seus partidários classificaram sua expulsão como ilegítima, e chamou de a maior fraude na história de Israel e da democracia mundial.

O novo primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett deverá presidir uma coalizão composta por oito partidos (esquerda, direita, centro e islâmico) dos 13 partidos que conquistaram cadeiras nas eleições, incluindo uma pequena facção árabe, com profundas diferenças ideológicas.

O novo governo defende uma pauta liberal na economia, um tratamento rígido com o Irã e a anexação de quase dois terços da Samaria e Judeia, chamadas no Ocidente de Cisjordânia. Por sua vez, Netanyahu se torna o líder da oposição e está em uma condição que alguns analistas consideram politicamente enfraquecida, mesmo dentro de seu partido, o Likud.

5) CDC dos Estados Unidos Alerta Sobre Casos de Miocardite Associados à Vacina da Pfizer
O comitê consultivo de vacinas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) anunciou na quinta-feira (10/06) que vai convocar uma reunião de emergência de seus conselheiros neste mês de junho para discutir relatos raros e acima do esperado sobre casos de inflamação cardíaca, miocardite, em homens jovens após a segunda dose das vacinas Pfizer e Moderna contra a Covid-19.

O CDC anunciou que até o momento identificou 226 relatos da doença em pessoas com idade entre 16 e 24 anos, conforme pode ser visto em artigo no nosso site. A grande maioria se recuperou, mas 41 continuaram com os sintomas, 15 ainda estão hospitalizados e 3 estão na unidade de terapia intensiva. Cerca de 12.2 milhões de norte-americanos haviam sido vacinados com estas vacinas até do dia 31 de maio. Quase 80% dos casos foram em homens.

O CDC e outros órgãos reguladores de saúde têm investigado casos de inflamação do coração depois que o Ministério da Saúde de Israel informou que encontrou uma provável correlação entre a vacina contra Covid-19 da Pfizer e esta doença que tem acometido homens jovens.

6) Presidente Bolsonaro Afirma que Vetará Passaporte de Vacinação. Ministra Damares Alves Afirmou Mais Cedo O Contrário e Disse Que Direito de Não Vacinar É Questionável
[VAL]
O Presidente Bolsonaro irá vetar a proposta de passaporte sanitário se ela for aprovada no Congresso. A informação foi dada no início da noite pelo assessor especial Filipe Martins em conversa com jornalista do programa Os Pingos Nos Is.

No entanto, mais cedo, a Ministra Damares Alves havia afirmado em entrevista ao jornalista Luís Ernesto Lacombe, a Ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, que o governo poderia não vetar o passaporte sanitário, caso esta medida venha a ser aprovada pelo Congresso Nacional. O  passaporte sanitário, aprovado na semana passada pelo Senado Federal, institui na prática a obrigatoriedade da vacinação com vacinas experimentais contra a covid.

A ministra também revelou que o direito que as pessoas têm de decidir sobre vacinar-se ou não está sendo colocado em questão pelo Ministério dos Direitos Humanos. A revelação feita pela ministra é surpreendente, pois além de estar na contramão de tudo o que Presidente Bolsonaro vem afirmando contra a obrigatoriedade de vacinas desde o início da pandemia, a conduta do ministério contraria uma previsão legal já existente. A Lei No 10.406/2002 que institui o novo Código Civil é clara ao afirmar:

Art. 15. Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica.

[PAULO] Considerando que as vacinas contra a Covid-19 ora em uso são experimentais e que os próprios fabricantes procuraram isentar-se de responsabilidade legal pelos seus efeitos adversos, depreende-se que o uso destas substâncias constitui-se em risco de vida. Um risco já evidenciado pelos milhares de relatos de efeitos adversos, alguns deles fatais, decorrentes do uso destas vacinas.

Portanto, ninguém pode ser obrigado ou constrangido a tomar tais vacinas. Ocorre que o passaporte sanitário estabelece justamente o oposto: ele cria mecanismos de restrição ilegal de direitos para as pessoas que, amparadas no que diz a lei, recusarem-se a tomar tais vacinas.

A ministra Damares também fez uma afirmação flagrantemente errada durante a entrevista, afirmação esta que teve o efeito de uma desinformação: a ministra afirmou que somente é possível combater vírus com vacina. Essa afirmação é falsa. Existem doenças virais que são tratáveis, independentemente de haver vacinas, pois para isso existem, entre outros, medicamentos de efeito antiviral.

[VAL] A ministra mostrou estar completamente desinformada sobre o assunto que se propôs a falar, ao ignorar o fato de que existem quase duas dezenas de medicamentos de ação antiviral que são usados para o tratamento da Covid-19.

A informação sobre estes medicamentos e sobre estes tratamento é sonegada do público pela grande imprensa por conta do lobby da indústria farmacêutica, que “vendeu” ideia de que somente as vacinas experimentais podem ser usadas para combater a covid. Trata-se de uma falácia tão bem vendida que a própria ministra a comprou e reproduziu na entrevista.

Por fim, chega a ser espantoso que a pasta dos Direitos Humanos do Governo Federal esteja ocupando-se justamente de como retirar ou abolir um direito fundamental do indivíduo, que é o direito de decidir livremente e sem coação do Estado que medicamentos irá ou não tomar, especialmente aqueles que acarretam riscos à sua vida.