por paulo eneas
O Canal Terça Livre foi banido definitivamente do Youtube nesta quarta-feira (03/02) por decisão unilateral da empresa proprietária da plataforma. O banimento constituiu-se em um dos mais violentos atos de censura praticados pela grandes empresas de tecnologia que na prática controlam a internet.
Este controle da internet exercido pelas empresas monopolistas que oferecem serviços de redes sociais e plataformas de divulgação de conteúdos traduz-se na prática no cerceamento da liberdade de expressão, uma vez que estas empresas atuam como editores de conteúdo, decidindo de maneira discricionária e subjetiva os conteúdos que são ou não são aceitáveis em suas redes e plataformas.
Esta discricionariedade crescente que passou a ser praticada por estas empresas monopolistas fez com a internet deixasse de ser território de livre expressão de pensamento para tornar-se um ambiente virtual público porém controlado por um pequeno número de entes privados. Estes entes privados decidiram banir e suprimir toda expressão de pensamento e de valores próprios dos conservadores.
O ato de violência praticado pelo Youtube contra o Canal Terça Livre foi respaldado e endossado pelo blog doriano O Antagonista. O blog não publicou uma única linha condenando a censura sofrida por outro veículo jornalístico. Em vez disso, decidiu simplesmente endossar e reproduzir uma nota onde o Youtube tenta justificar o injustificável: a censura praticada pela plataforma.
Na nota do Youtube reproduzida e endossada pelo blog O Antagonista, a empresa afirma que “se reserva o direito de restringir a criação de conteúdo de acordo com os próprios critérios”, assumindo assim que a plataforma exerce a função de editor de conteúdos, decidindo unilateralmente o que pode ou não ser publicado.
A postura covarde do blog doriano, que escolheu defender a censura privada praticada contra outro veículo de imprensa em vez fazer a defesa da liberdade de expressão como um valor universal (atitude que seria a esperada por parte de qualquer veículo de jornalismo sério) é reveladora do quanto o jornalismo mainstream brasileiro, do qual O Antagonista faz parte, rebaixou-se ao nível do inominável.